terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

21/02/2009 - Lápis de cor Azul

Tô no ônibus. Deu uma vontade de escrever! E só o que me resta é um caderno com um lápis de cor azul.
Que viajem... estou na direção do Jabaquara... e meus pensamentos que não são o que são, ou seja, pensamentos, estão agindo como nunca.
Tudo o que vejo e tudo o que ouço, tudo o que sinto nesse ônibus é tudo do ônibus, por isso a letra tremida e a cor azul do meu lápis. É tudo do ônibus porque da próxima vez que pegar um ônibus não vai ser como esse momento que estou no ônibus; talvêz não tenha a cor linda e azul do meu lápis de cor, talvêz eu esteja acompanhada - quem sabe casada, não sei.
Mas esse momento é único, não terei mais um lápis de cor azul pra escrever minhas besteiras, talvêz um lápis vermelho ou sem ponta, mas nunca esse grafite que agora no papel está.
Isso me lembra de tempo... todo mundo têm corrido tanto que quando passa por uma folha de papel e um lápis de cor azul acha fútil, perda de tempo. E perdem o tempo brigando, odiando, maquinando o mal, passam o tempo só por passar dizendo ser preguíça. Que perda de tempo!
Eu estou aqui, num ônibus, com um lápis azul, tentando não deixar que os segundos fiquem vazios. Eles estão preenchidos com música e não qualquer uma, mas: U2 "One Love", ou quem sabe uma canção do imortal Queen... clássicos internascionais.
Meu tempoo assim não fica vazio, e se um dia pensar que está, preencho-o com telefonemas e cartas a pessoas que completam minha vida.
Hoje, porém, só tenho o preenchido comigo mesma, já que também mereço ocupar o vazio de mim.
Assim eu o faço escrevendo num ônibus com lápis de cor azul, pois é o único com que eu posso escrever para meus segundos não ficarem vazios.
Mellany Cedeno

Um comentário:

Cesar Cruz disse...

Gostei da espontaneidade desta crônica. Vc, seu lápis azul e seu ônibus... Valeu!